Quarta-feira, Junho 17, 2009

A contemporaneidade do Homem-Herói e a Bestialidade de seu ser.

O Homem, ser habitual e comum, sempre foi destinado a aceitar e tornar-se na vida um herói, mas nunca um Monstro. Este ser de desordem psíquica e caos.O Mito e a imagem do Monstro vêm desde a Idade Grego-romana, como parte da desordem e destruição, mas no mundo Contemporâneo esta "Besta" apesar de suas caractéristicas fortes e destruidoras, está sendo visto como parte integrante de todo ser "aparentemente" harmonioso e iluminado.

Ele quem traz uma força sobrenatural, destruidora e revigorante para satisfazer um suposto "equilíbrio" físico(força), emocional(loucura,solidão...) e social(nesse caso o da tirania e a desordem social, no enfrentamento diante do mundo) é também a "cara-metade" de nosso Herói.

A imagem do Herói é a magnitude em perfeição do que é ser um Deus, esta divindade sem erros, sem injustiça, misericordioso e harmonioso(aparentemente pacífico) é questionado pelo outro que o habita profundamente. Pois aquele ser escuro, perturbador e caótico, sendo e fazendo parte do interior do outro, deixaria de ser o oponente para se tornar parte vital e integrante do Homem(Herói) na vitória final(Bem x Mal). Esta é a mais difícil das missões que um herói pode ter, aceitar seus defeitos negando a sua imagem de perfeição infálivel. O Batman é dos grandes exemplos de herói deste tipo de combate(Exterior x Interior), pois suas falhas nem sempre visíveis(solitário,obscuro,violento,prepotente...), esquece que além de sua imagem heróica, ele é um simples ser humano (não Deus!) que está fadado a erros, e pode(não admitindo) também cometer falhas. (Não vem ao caso contar a trajetória de vida deste personagem, a discussão seria longa demais!).

A conclusão a ser dada, seria a de que somente aceitando-o(Monstro) como parte da consciência viva, podemos atingir a paz e harmonia interior. Afinal todos nós temos um Monstro terrivelmente assustador, o qual habita dentro de nosso mais profundo ser, porém apenas negamos este fato e como isso ás vezes sofremos sem querer.

*Em algum post antigo já admiti e revelei o ser que habitava e habita dentro de mim...talvez um dia lhes diga como a descobri, até mais e abraço!

Quinta-feira, Maio 21, 2009

intercomplexidade ou alguma coisa assim!!

O mundo transpira e continua escorrendo pelas veias da multidão, sem se quer ser notado...(esqueçam o que disse)
  1. *Notei que ultimamente sem minhas postagens estarem sendo diárias(ou constantes) o número de visitas tem aumentado, certo que os comentários continuam os mesmo e realmente não sei de onde surgem tanta gente de tanto lugar procurando alguma coisa ou resposta por aqui?!
  2. Posso estar enganado, talvez nem leiam, mas acho que isso foi minha motivação de tanta demora, então se alguém existe do outro lado, tenham paciência com este humilde ser que vos fala, porque ele não está com a mínima vontade de vomitar palavras e até agora meu espiríto tem estado cansado de tanta baboseira que vos falo...o caderno e as linhas continuam em branco e escrever é aceitar ser devorado lentamente...eu disse que não iria vomitar mas no momento acabei de perder minha palavra,até mais e abraço(faz tempo que não ganho um e nem dou...)

Terça-feira, Maio 05, 2009

A espera

A espera é densa, cansativa e contínua. Mas a beleza...a beleza é segurar a mão dela sentindo o calor e o suor comporem junto a canção de que tudo um dia prosseguirá para seu fim.O Outono se foi e o inverno chegou, mas ainda seguimos exaustos e amargos nesta imensidão...seguir o universo é complicado...

Terça-feira, Abril 14, 2009

Ensaio

Andava pela rua alheio ao mundo quando à frente da mesma, estava por lá uma linda casa, velha e abandonada com seus dois andares de sobrado e seus telhados descascados, faltosos na própria Luxuria e na própria tristeza de apenas serem e terem se tornado um resto de telhas naquele antigo nicho. A sua persiana suja e negra por um tom azulado, composta de lodo viscoso e ativo ressaltava um ar de charme Veneziano, por terem suas partículas cheias de histórias para contá-las. E o tempo cinzento, por causa da fumaça dos carros que ali passavam acompanhados pelas gotículas de chuva as quais pincelavam o céu do dia reservado, ressaltou um certo conforto e incomodo seguido de uma nostalgia, de que nunca é possível saber em lembrar algo, mas ao menos sentí-las.

Sexta-feira, Abril 10, 2009

O despertar

Olá, antes de fazer a publicação deste post eu achava que já o havia escrito por aqui, e procurando pelo blog percebi que estava certo. E para falar a verdade, só o postei por causa de tê-lo achado em uma folha (amassada) entre meus cadernos (o texto que está escrito abaixo). E aqui está o link do texto já antes publicado: (E pelo que me parece, achei melhor do que este publicado agora, fico devendo outro texto novo, abração e até amanhã!(14/04/09)).
Cinco da manhã o alarme o desperta, distante e agudo, fazendo-o pensar por um instante que nada fazia sentido as árvores, os passáros, o silêncio... deitado no quarto escuro e abafado pelo calor da manhã que o consumia e crescia cada vez mais e mais, pensava: nada deveria estar ou ter acontecido naquele momento...
Cinza, vaga e freneticamente a lembrança tornava-se viva. Aquele gato morto na estrada... olhava-o e de repente... droga, logo nesta hora tenho que aturar este episódio cínico!!! Sim, nada restou, apenas um estalo no ar ressoado dos ossos, os quais restaram de sua pequena cabeça esmagada pela gritante roda veicular... já morto, a tristeza me bateu no peito, não pela póstuma vida, mas por sua última existência fisíca ter acabado naquele instante, e justamente ali a minha frente...
Loucura será? Os olhos encherem-se de lágrimas sem ter nada pelo que chorar?!! (Talvez tenha sido culpa do gato, ou seja, daquela roda! Não sei!!!...) Pesado e pálido, lá estava eu novamente em frente ao espelho... molhar o rosto é mais uma ação para despertar, um desejo de acordar... ele voltaria à cama com a sensação de culpa por seu corpo está pedindo, e por sua mente não aceitar...
Mais uma vez em outra manhã, não obstante sem o som pequeno e agudo do ser inerte, a vontade inconstante de não saber qual o significado das coisas e das pessoas... para quê?! realmente se precisa saber?!... apenas para se deixar viver e simplesmente?!

Sexta-feira, Janeiro 16, 2009

Diálogo I

Acredito ainda que não sou um crônico,tenho notado que este blog tem mais poesias de que contos e crônicas...talvez seja fruto de um período de grande inspiração musical na época em que tentei manter uma banda(que não deu certo tentarei ainda algum dia...sem pressa). O crônico é um paciente que vive diariamente na base epidêmica da sociedade sempre receitando,espreitando e analisando o psico do viver social. Talvez ainda não tenha acordado esse paciente dentro de mim, mas sei que ele está por lá me espreitando,até por sua causa é que o meu poeta não tenha me deixado morrer tão facilmente nas mãos desta alucinante roda-viva que é o mundo cotidiário...

Quarta-feira, Janeiro 14, 2009

Saudade

Sentir saudade, palavra única sem grandes definições para o que sentimos quando a expressamos, já pensaste que a saudade dá uma força interior que eu não sei explicar exatamente como é...nos faz querer fazer coisas e agir de formas inesperadas para acabar com essa tal sensação(talvez seja só comigo não sei...) mas a saudade como dizem, talvez mate, talvez não, mas é bom ter essa sensação que bagunça um pouco nosso ser...
(inspirado num poema de ***MissUniversoPróprio***)